II LAWCN 2019

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

A ciência liberta? Artigo de Sidarta Ribeiro

Segue um excepcional artigo do amigo Sidarta Ribeiro retirado do Jornal da Ciência de 11 de dezembro de 2012, neste link: http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=85330

6. A ciência liberta? Artigo de Sidarta Ribeiro
Sidarta Ribeiro é professor titular de Neurociências e diretor do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Artigo publicado na revista digital* do escritório de advocacia Rubens Naves - Santos Jr - Hesketh.
No Ocidente economicamente desenvolvido, a ciência funciona há vários séculos como articulação eficaz entre tecnologia e economia, fonte de explicações ontológicas testáveis e diapasão empírico da racionalidade. Por servir criativamente à acumulação de capital da classe dominante, gerando ganhos de produtividade crescentes ao longo do tempo, a ciência foi denunciada desde os anos 1960 como mera ideologia de dominação. Nessa crítica oriunda do campo esquerdo do espectro político, a ciência deve ser encarada não como uma forma aproximativa de obtenção de conhecimento verdadeiro, e sim como um modo conservador de ver e, sobretudo, utilizar coisas e pessoas.

O anticientificismo pós-moderno se recusa a enxergar a ciência como ferramenta para a transformação social, a libertação de crenças nefastas e o progresso humano. Ao rejeitar o potencial revolucionário da ciência, esse ramo do pensamento de esquerda alia-se curiosamente ao seu oposto político, a extrema direita que nega ou enviesa o discurso científico de modo irracional, a fim de preservar o status quo do mercado e do Estado.

Três questões candentes da atualidade servem de exemplo desse entrincheiramento ideológico: a crise do meio ambiente, a proibição das drogas e a política de remuneração dos professores.

Dois debates globais - O planeta atravessa uma crise ambiental sem precedentes, fruto da explosão populacional humana, da utilização desmedida de combustíveis fósseis, da exploração destrutiva dos habitats, da extinção em massa de espécies e da rápida transformação de tudo que se fabrica em lixo. Não apenas se acelera o aquecimento global, mas também cresce a variação sazonal das temperaturas, gerando chuvas e secas excessivas que destroem colheitas e ameaçam o suprimento mundial de alimentos.

A despeito de todas essas evidências, a mídia continua a dar voz aos ideólogos que, movidos por interesses econômicos inconfessáveis, sustentam não haver base científica para preocupação. Usando dados falsos ou distorcidos, políticos pedem tolerância com a irresponsabilidade poluidora das empresas e dos cidadãos. Enquanto isso, a ciência acumula um corpo de evidências demolidor sobre o desastre ecológico em curso.

A questão da proibição das drogas é outro campo em que a ciência enfrenta o obscurantismo. A regulação isonômica de drogas com potencial danoso semelhante é uma exigência da racionalidade. Mesmo assim, drogas de baixo potencial danoso como a maconha e o ecstasy continuam a ser proibidas, enquanto drogas mais danosas como o álcool e o tabaco são legalizadas.

Estudos econômicos e sociológicos demonstram que a proibição, por si só, gera a corrupção, ignorância e violência que alicerçam o mercado negro, este, sim, impermeável à regulação de qualidade dos produtos comercializados, franqueado à eliminação física da concorrência e liberado do pagamento de impostos. A neurociência, por sua vez, esclarece que vários dos efeitos adversos do uso de drogas decorrem do medo inerente a uma experiência proscrita.

Não havendo base científica para a proibição em seus termos atuais, ideólogos travestidos de psiquiatras pinçam seletivamente alguns resultados publicados na literatura científica para induzir pânico moral e convencer a população de que o risco do uso de drogas justifica a guerra contra elas. Na prática, assassinato, achaque e prisão de milhares de jovens pobres nas periferias do mundo.

Distorções na educação - A política salarial dos professores é mais um caso alarmante de cegueira em relação ao saber científico. Em todo o mundo, o sistema de incentivos docentes colide frontalmente com fatos bem estabelecidos pela psicologia e neuroeconomia. A relação entre incentivo e motivação obedece a uma função sigmoide, parecida com um "S" estendido nos dois lados. Isso significa que, para incentivos muito pequenos ou muito grandes, não aumenta a motivação quando aumenta o incentivo. Por essa razão, uma política salarial que busque aumentar a motivação dos professores precisa acontecer na faixa intermediária, em que aumentos de incentivo levam a aumentos correspondentes de motivação. Mas não é o que ocorre.

Em quase todo o mundo, professores que dão aulas para crianças são extremamente mal pagos, no extremo esquerdo da sigmoide, apesar de atuarem na etapa mais difícil e decisiva da formação escolar. Por outro lado, professores que dão aulas para alunos de pós-graduação, servindo portanto a um público já educado e privilegiado, recebem salários 10 ou 15 vezes maiores.

Enquanto não houver uma equiparação salarial entre magistério e ensino superior, com valores condizentes com a função essencial exercida pelos professores em todas as etapas do processo educacional, não haverá uma política salarial racional para a docência.

"Adaptação transformadora" - Mas, afinal, a ciência é intrinsecamente regressiva da condição humana? É claro que não. Há outra narrativa a ser considerada. Com os avanços da arqueologia, paleontologia e biologia molecular, a história da espécie nos últimos dois milhões de anos vai ficando clara. Nossos ancestrais eram belicosos canibais que, organizados pela fala e munidos de ferramentas, domaram o fogo, as plantas e os animais. A guerra foi fundamental para nossa evolução, mas agora é preciso acabar com ela.

O saber técnico, pai da ciência, criou pressões seletivas novas. Hoje vivemos a era da abundância de alimentos que só é possível por causa da ciência agronômica. Já não faz sentido ter muitos filhos como força de trabalho ou combate. Já não faz sentido ser avaro ou violento, agora é adaptativo cooperar.

É justamente a ciência que gera os excedentes de que necessitamos para nos libertarmos do excesso de trabalho, como propôs Marx. Devemos à ciência os computadores e a internet, que lançam as bases de uma verdadeira democracia planetária, em que todos terão acesso à informação e poderão participar das decisões - potencial que precisamos realizar.

As mudanças são vertiginosas e torna-se mais difícil prever o futuro. Mais do que nunca, a ciência precisa ser defendida e apropriada por todos que desejam a paz na Terra.

* A edição nº 12 da publicação digital do escritório de advocacia Rubens Naves - Santos Jr - Hesketh pode ser lida no site www.rubensnaves.com.br e está nas bancas, em versão impressa, encartada na edição de dezembro (nº 65) do Le Monde Diplomatique Brasil.

** A equipe do Jornal da Ciência esclarece que o conteúdo e opiniões expressas nos artigos assinados são de responsabilidade do autor e não refletem necessariamente a opinião do jornal.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Evolução

Caros amigos, evolui.

Depois de uma seqüência de carros simples e usados, resolvi investir uma parte do meu patrimônio na qualidade de vida automobilística minha e de minha família. Quis algo que me desse conforto e segurança a um preço adequado (em termo de Brasil, onde os preços são simplesmente abusivos).

Comprei o Chevrolet Cobalt LT 1.4 zero km na concessionária.

Tá aqui as fotos da viatura (como diria o meu irmão) com alguns "populares" atrapalhando:

Pois bem, comprei porque meu carro não mais me atendia. Provavelmente nunca me atendeu, mas foi o que eu podia comprar na emergência do segundo filho nascendo e eu rodando de bicicleta pela cidade. Mas, justiça seja feita, o Uninho foi um guerreiro. Carregou-me e a minha família por não menos que 30 mil km, com pouquíssimas surpresas e admirável agilidade. Adorei o carrinho!

Entretanto, ele não aguentava mais. Estava cansado e dava claros sinais disso. Nunca pôde oferecer toda a segurança para quem carrega dois meninos e patroa na selva das estradas brasileiras. Então, juntei a necessidade com os ventos favoráveis do IPI baixo e resolução de alguns problemas financeiros, e adquiri o Cobalt.

E por que o Cobalt? - perguntaria meu leitor. Porque ele é o que melhor reúne aquilo que desejo e necessito. Explico-me

É um carro muito seguro. Conta, já em sua versão intermediária (LT) com AIRBAG e ABS com EBD, itens então indispensáveis para mim, já que ia gastar dinheiro com carro novo. Tem direção hidráulica, ar condicionado, vidros elétricos, alarme e trava. É bonito, para quem é capaz de apreciar design para além do estilo esportivo / arrojado / futurístico. É muito confortável: além dos itens acima, uma suspensão macia que não prejudica estabilidade e um ótimo nível de ruído interno, ainda tem um espaço interno admirável: 563 L de porta-mala com entre-eixos de 2,68 m, apesar de ser sedã compacto. E, no mais, tem um preço bem razoável, levando em conta o extorsivo mercado automobilístico brasileiro.

Se você quer um carro ágil, esperto nas estradas, com potência, esse NÃO É o carro para você. O Cobalt é um carro tranqüilão, que não se apressa. Chegou nos 180 km/h ele corta a aceleração e, assim, evita a super adrenalina (180 km/h, fala sério, não é suficiente?). Aceleração e retomada, ainda que boas, são piores que a do Voyage por exemplo. Para as ultrapassagens, tem que se ter a segurança de uma boa distância de contra-mão.

E quer saber? Eu acho isso tudo muito bom! Primeiro porque dificilmente vou passar dos 110 km/h, chegando no máximo a uns 140 km/h num retão da 040 e olhe lá. Portanto, o que o Cobalt entrega é mais do que o necessário para mim. Além disso, a tchurma da adrelina não vai comprar esse carro, não vai se alucinar na estrada ou na cidade, aumentando o índice de sinistro e encarecendo o seguro. Aliás, o valor do seguro desse carro é uma de suas vantagens reais.

No mais, é um carrão. Ele flutua nas ruas e na estrada. Tem segurança e conforto. É tranqüilão sim, assim como um pai de família com a cabeça no lugar. E, em termos de Brasil, o preço é bom.

Ou seja, é tudo que eu queria. Obviamente existem carros melhores, mas nenhum que eu possa pagar no momento.

Enfim, recomendo muito para quem tem meu perfil: pai de família, que já abandonou a adolescência que precisa de carros esportivos. Estou satisfeito. E para quem é da adrenalina, por gentileza, façam um favor a vocês e a todos nós: detestem esse carro.

Curiosidade: quem quiser saber da minha história automobilística, leiam:


Os veículos mostrados lá são:

Corsa GL 1.4 95/96 em 2004
Palio Weekend Stile 1.6 16V 99/00 em 2007
Celta 1.0 04/04 em 2007
BACINI 21V 2009 em 2009 (É UMA BIKE!)
Uno Mille Smart 1.0 00/01 em 2010

Abraço forte!
Vinícius

sábado, 24 de novembro de 2012

E assim caminha a humanidade

Outubro de 2004 a maio de 2007





Junho a julho de 2007 


Agosto de 2007 a janeiro de 2009




Fevereiro de 2009 a junho de 2010


Julho de 2010 a 23 de novembro de 2012




24 de novembro de 2012 em diante...


quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Aluna da Bioengenharia da UFSJ recebe prêmio em Pernambuco

Nesta última quinta-feira, dia 4 de outubro, a mestranda Jasiara Carla de Oliveira, do Programa de Pós-graduação em Bioengenharia (PPBE), vinculado aos docentes do Departamento de Engenharia de Biossistemas (DEPEB), ganhou o prêmio Cândido Pinto de Melo, concedido pela Sociedade Brasileira de Engenharia Biomédica, durante o XXIII Congresso Brasileiro de Engenharia Biomédica, que ocorreu de 1° à 5 de outubro, em Porto de Galinhas, PE. O prêmio é entregue aos autores dos três melhores artigos científicos publicados nos anais do congresso.

O artigo da aluna da UFSJ intitulado "Influência dos parâmetros da estimulação elétrica na supressão de crises por pentilenotetrazol" foi considerado o segundo melhor artigo científico dentre quase 750 trabalhos. Orientado pelo professor Vinícius Rosa Cota (DEPEB), o trabalho aborda os resultados do mestrado da aluna, que investigou, em ratos submetidos ao modelo de crises por pentilenotetrazol, qual combinação de parâmetros da morfologia da estimulação elétrica dessincronizante (não-periódica) maximizam a eficiência deste tratamento das Epilepsias, analisando como estes parâmetros agem na sincronização neural (do nível celular ao sistêmico). Todas as etapas do trabalho, desde sua concepção, os experimentos, a análise dos dados e até a redação do artigo, foram desenvolvidos inteiramente nas instalações do Laboratório de Neurociência Experimental e Computacional (LANEC) do DEPEB / UFSJ, no âmbito do PPBE, com auxílio financeiro da CAPES, FAPEMIG e CNPq.

Além da Jasiara, outros cinco alunos do LANEC, todos pós-graduandos do programa na área de Bioengenharia de Sistemas Neuronais, ficaram classificados entre os 30 finalistas para concorrer ao prêmio.

Jasiara comenta que além do certificado e do prêmio em dinheiro, o mais importante para ela e seus colegas “é trazer de Porto de Galinhas a satisfação de colocar o nome da UFSJ onde é seu lugar: no topo da lista da excelência científica brasileira”.


Da esquerda para direita: Prof. Eduardo Tavares Costa (presidente da SBEB), Prof. Dr. Renato E. de Araújo (organização do XXIII CBEB), Jasiara Carla de Oliveira (mestranda do PPBE/UFSJ), Prof. Dr. Sérgio Santos Muhlen (presidente do concurso Cândido Pinto de Melo).

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Notícia originalmente publicada pela Assessoria de Comunição da UFSJ no portal da universidade, em 11/10/2012: http://www.ufsj.edu.br/noticias_ler.php?codigo_noticia=3447

terça-feira, 25 de setembro de 2012

A necessária priorização no apoio às universidades federais, artigo de Wanderley de Souza


Gostei muito da reflexão do Professor Wanderley e, por isso, tomei a liberdade de reproduzir seu texto aqui, originalmente publicado no Jornal da Ciência num. 4589 de 24 de setembro de 2012 (http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=84269).

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Wanderley de Souza é professor titular da UFRJ, diretor de Programas do Inmetro, membro da Academia Brasileira de Ciências e da Academia Nacional de Medicina. Artigo publicado no Jornal do Brasil de domingo (23). 

Recentemente, a Folha de São Paulo publicou importante análise sobre as universidades brasileiras (http://ruf.folha.uol.com.br/). Vários critérios foram utilizados na avaliação de 232 instituições, e os resultados obtidos deixam claro que é possível identificar um conjunto de instituições que estão sempre entre as 10 primeiras, qualquer que seja o critério analisado. Entre elas destacam-se três universidades estaduais mantidas pelo governo do estado de São Paulo: USP, Unicamp e Unesp. Encontram-se ainda sete universidades federais: UFRJ, UFMG, UFRGS, UFPR, UnB, UFSC e UFPE. Estas se destacam em praticamente todos os campos do conhecimento.

Desde logo, cabe ressaltar que os resultados obtidos não trazem grandes surpresas. Logo, seria natural que o MEC e o MCTI, em associação com outros ministérios setoriais, aproveitassem este resultado para desencadear um projeto de apoio específico a estas instituições, estabelecendo metas muito bem definidas, visando colocá-las em um período de dez anos entre as cem melhores universidades do mundo. Para tal, contratos de gestão poderiam ser estabelecidos com acompanhamento e avaliação permanentes. Não tomar esta atitude, com receio da natural reação das demais universidades, é fugir à responsabilidade que se espera de quem tem compromisso com o desenvolvimento científico e tecnológico do País.

Os dados publicados também deixam clara a existência de outras universidades com forte atuação em determinados setores. Destaco aqui a Unifesp, centro de excelência na área médica, bem como Viçosa e Lavras, instituições tradicionais no setor agropecuário. Nestas áreas, estas instituições também deveriam contar com apoio especial, tal como mencionado acima. Cabe ainda ressaltar que o País não pode descuidar de suas várias regiões, e um programa semelhante deveria ser formulado para apoio à UFPA, UFCE e UFBA.

Finalmente, antes que receba duras críticas de colegas das instituições não citadas, defendo a posição de que todas recebam o devido apoio para que se desenvolvam e que, a cada dois anos, aquelas com melhor desempenho possam gradativamente se incorporar ao conjunto daquelas mencionadas acima. Todos devemos estar conscientes de que sem termos a coragem de estabelecer prioridades, continuaremos ocupando posições não compatíveis com o atual estágio da ciência brasileira bem como da sua posição econômica entre as nações.

Quando existem várias instituições ou organizações atuando em um determinado setor, é sempre importante avaliar seus desempenhos e estabelecer comparações entre elas. Surgem assim os chamados "rankings", tão importantes como controversos. Quando tais avaliações são feitas em instituições de ensino superior e de pesquisa, constituídas sobretudo pelas universidades, a comparação é mais complexa, uma vez que no Brasil, infelizmente, ainda não tivemos a coragem de separá-las em três grupos distintos: (a) aquelas que se dedicam à atividade de pesquisa na grande maioria das suas unidades e departamentos, e que são poucas e concentradas sobretudo em instituições públicas; (b) as que se dedicam principalmente à atividade de formação de recursos humanos, constituindo a maioria e concentradas nas instituições privadas; (c) aquelas que atuam no ensino, mas também procuram fazer pesquisa científica e tecnológica, ainda que em poucas áreas do conhecimento, estando concentradas principalmente entre as instituições públicas e algumas privadas.

Infelizmente, a comunidade acadêmica ainda não se conscientizou de que todas são importantes e que não há demérito em uma instituição se dedicar principalmente ao ensino, formando profissionais altamente qualificados para atender às necessidades crescentes do mercado em um país em processo de desenvolvimento. Talvez o fato de designar todas estas instituições como universidade esteja na raiz das dificuldades em entendê-las e classificá-las.

* A equipe do Jornal da Ciência esclarece que o conteúdo e opiniões expressas nos artigos assinados são de responsabilidade do autor e não refletem necessariamente a opinião do jornal.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

O novo código florestal: uma ponderação


Caros nautas, estou de volta.

Hoje eu gostaria, como diria meu amigo Sidarta, de "destampar uma panela". A panela é a do novo código florestal e as respectivas campanhas pró e contra.

Verdade seja dita, por um bom tempo me ausentei dessa discussão, pela única razão de ter encontrado dificuldades em formar uma posição convicta, ou mesmo de contribui para a discussão. Confesso que me deixei alienar; outros assuntos mais urgentes me exigiram a dedicação e acabei aprendendo muito pouco a respeito dessa nova lei.

Assim, para não cometer uma desonestidade intelectual, nunca "curti" no facebook os links e imagens da campanha "Veta Dilma" e nem me pronunciei em qualquer das mídias que uso. Afinal de contas, eu não estava informado o suficiente. Mais ainda, sempre achei que posições extremas raramente contribuem para uma solução, seja de qualquer dos dois lados da discussão: tanto a ganância do agronegócio inescrupuloso quanto a estupidez dos ecochatos "abraça-árvores". Eu sentia que a nova lei pendia muito para aquele primeiro lado e a campanha do veto pendia muito para este segundo lado.

Tomei coragem de lançar meu tempero nesse preparado quando me deparei com o texto intitulado "O código florestal e a arapuca técnica", assinado por Mauro Santayana e publicado, segundo me consta, no Jornal do Brasil. Eis um link para o artigo:

http://www.vermelho.org.br/ro/noticia.php?id_secao=1&id_noticia=184005

Este é, na minha opinião, um dos melhores textos que li a respeito do tema. A razão disso é que o autor é muito feliz ao ponderar bem a questão, revelando o risco social de posições extremas, em ambos os lados da discussão. Se por um lado a óbvia voracidade do novo código é escancarada, por outro se sugere que a preservação desinformada pode, por sua vez, também atender interesses bem menos nobres.

No mais, o caminho a se seguir é entender que é falsa a dicotomia desenvolvimento econômico versus preservação dos recursos naturais. O termo Desenvolvimento Sustentável virou clichê antes de ser posto em prática só por conta de um mau uso excessivo nas propagandas das grandes empresas.

A boa notícia é que a sociedade já conta com um robusto conjunto de reais soluções técnico-científicas para o problema. Eu que não sou da área conheço várias. Uma em particular, que despertou meu interesse, é muito pouco divulgada, mas tem enorme potencial. São os sistemas silvopastoris para o agronegócio sustentável, onde gado e floresta convivem de maneira ecologicamente sustentável e economicamente vantajosa.

Sistema silvipastoril

Isso é só um exemplo, pois existem muitas outras idéias interessantes, fáceis de colocar em prática e eficientes na viabilização do desenvolvimento sustentável. O que não existe, e essa é a má notícia, é vontade política, sobrepondo-se, assim, a resistência de vários setores do capital...

Enfim, essa é minha ponderação.

Abraços,
VRC

domingo, 8 de janeiro de 2012

Dinheiro, riqueza, miséria, mérito e mediocridade.

Hoje vi um vídeo no facebook que me deixou indignado, mas na medida certa, sem apelos sentimentalóides, pois hoje estou mais calejado com esse tipo de coisa. Quando escrevi meu comentário, ele acabou ficando grande demais para o formato da rede social, aí resolvi transferir tudo para cá, para o meu blog.


O vídeo é esse:




E o comentário é o que segue abaixo.

Quem trabalha muito, tem inteligência e se esforça para ganhar o seu dinheiro na base do mérito, seja muito ou seja pouco, tem todo o direito de gastar como quiser. Mas não tem direito de rasgar, porque isso é crime (artigo 163, Parágrafo Único, inciso III, do Código Penal Brasileiro.). Ademais, quem age igual o camarada do vídeo, certamente não teve nem a inteligência e nem o mérito para ganhar o dinheiro que rasga. Se tivesse, não o rasgaria, por mais que ele sobrasse. Portanto, o vídeo me revolta sim, porque vejo pessoas tão medíocres vivendo com tanta abundância, enquanto tantos trabalhadores de verdade são tão miseráveis. Quanto ao flagelo humano mostrado no vídeo, fico muito triste em lembrar que ainda existe tanta pobreza numa das maiores economias do planeta. Não só pela miséria em si, mas por constatar que a sexta posição no ranking não passa de uma falácia de marketing: temos muito dinheiro e continuamos miseráveis. Mas eu não saio vendendo tudo que tenho para doar a esses miseráveis. Sabe por que? Porque simplesmente não funciona. Eu faço a minha parte para reverter o absurdo no nosso país de outra maneira: estudo, trabalho, dedico-me, respeito as leis, voto bem (o melhor que posso), protesto, denuncio e, por fim, pago os impostos, mas me revolto muito contra a bandalheira que existe nesse país. Pois a bandalheira não é só dos governantes que não repassam adequadamente o dinheiro dos impostos para salvar a vida desses (e de outros) mortos de fome. É também da mídia sensacionalista e cúmplice que monta vídeos para tentar transferir a resposabilidade da catástrofe humana para pessoas como eu e você que vemos o vídeo e nos sensibilizamos e nos perguntamos se estamos fazendo o suficiente, se a caixa de cerveja do reveillon não foi um excesso cujo valor não poderia ser doado em favor do próximo. A bandalheira é das religiões-empresas que exploram esse nobre sentimento ao máximo para depenar ainda mais o muito pobre e enriquecer ainda mais o muito rico, como têm feito há milênios. E por fim, é do acomodado que simplesmente é levado pela maré e se recusa a entender esse tipo de coisa. Que todos tenhamos um 2012 mais atento e inteligente. E digo mais uma vez: está chegando a hora de começar a meter o pé em algumas portas por aí.

Abraços!

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Software compatível com Pinnacle USB 710? Sim: AMCap da Microsoft

Salve amigos,

Eu não costumo postar conteúdo técnico em meu blog, muito menos na área de hardware ou de software, que eu domino pouco. Mas hoje abri uma exceção, pois imagino que esse post possa ajudar muita gente que gosta de fazer captura de vídeo, já que não encontrei ajuda alguma na web para o problema técnico que tive recentemente.

O software Pinnacle Studio 12.1 (14 mais recentemente), que vem com o sistema de captura de vídeo Pinnacle USB 710, tem algumas sérias limitações para muitos que desejam fazer captura de vídeo, com os mais diferentes objetivos. O meu caso é um exemplo: desejo fazer vídeo-EEG, uma técnica experimental em neurociências, que conjuga vídeo do animal com seu registro eletroencefalográfico (atividade elétrica cerebral). O Pinnacle Studio não permite que eu isole ou aumente a janela em que aparece o vídeo, prejudicando muito a qualidade da imagem composta (vídeo do animal + EEG). O pior é que o suporte técnico da empresa não ajudou em nada, seja por limitação técnica mesmo ou por omissão de informações que poderiam beneficiar o concorrente. A internet também não ajudou muito, mesmo depois de uma busca exaustiva por fóruns, FAQs e diversos websites.


Assim, por quase uma semana, fiquei sem resposta para uma pergunta que costuma atormentar muitos capturadores de vídeo por aí:

O hardware da Pinnacle pode ser usado com outro software alternativo? Se sim, que software é esse?

Pois bem, o que eu fiz para resolver o problema foi fazer o download de um monte de software de captura de vídeo para sair testando. Dei sorte: o primeiro que eu tentei, funcionou: o AMCap da Microsoft, facilmente encontrado em sites como o Baixaki.

O AMCap reconhece automática e imediatamente o hardware da Pinnacle e captura a imagem em uma janela isolada e completamente dimensionável. Ele grava para disco, em formato AVI e WMV e faz outras cositas interessantes também. A licença do software é gratuita  (?) mas, pelo que ouvi dizer, a versão demo disponível para download coloca uma marca d'água na imagem quando um "snapshot" é tirado. Enfim, para mim ele resolveu completamente o problema.

Então, se você tem um hardware de captura de vídeo da Pinnacle, mas não gosta do software que vem com ela, ao menos um programa alternativo pode ser usado: o AMCap da Microsoft. Imagino que haja outros mais, que inclusive funcionem com outros modelos de hardware da Pinnacle e mesmo de outros fabricantes, mas não fiz testes nesse sentido.

Enfim, pelo que vi na web, espero que esse post ajude bastante a quem andou perdido por aí como eu.

Bons vídeos a todos vocês!

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Semana do Animal: Palestras

Semana do Animal: Palestras: Abertura da V Semana do Animal Palestras e debates Tema: Ética e direitos dos animais na pesquisa científica e na produção agropecuária...

terça-feira, 7 de junho de 2011

Personal Trainer em São João Del-Rei

Prezados amigos na net, em particular aqueles de São João Del-Rei, bom dia!

Vou aproveitar este meu espaço virtual para fazer a publicidade para uma personal trainer muito competente que está trabalhando em São João Del-Rei, MG. Formada em Educação Física na UFV e pós-graduada em Exercício Físico para Grupos Especiais pela Universidade Gama Filho, a Mayra Trevenzoli conta hoje com longa experiência no ramo. Para quem precisa sair do sedentarismo, não tem paciência (ou tempo) para uma academia e espera serviço altamente qualificado, esta é a minha sugestão.

Abaixo, deixo o cartão dela:



E este é o seu website.


Ela é minha esposa a quem eu dou todo apoio. Mas eu nunca faria a indicação dela aqui neste blog se eu não tivesse a certeza da qualidade do seu serviço.

Aliás, eu já fui aluno dela. Os meus quilinhos a mais é pura falta de vergonha na minha cara, porque ela é boa de serviço.

Abraços e boa malhação!

Vinícius

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Homeopatia: é feita de nada!

Como não poderei estar presente nos eventos, dada às distâncias geográficas, vou apoiar o evente Desafio 10:23 pela Internet.

Está mais do que na hora de demonstrar a bobagem de que se trata a homeopatia.


Abraços!
Cota

domingo, 12 de dezembro de 2010

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Vegans não existem!!!

Eu sempre soube disso, só não tinha os dados corretos para apoiar essa afirmativa.


Abraços de picanha!
Vinícius

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Neurorede - Rede social brasileira para neurocientistas

Salve caros nautas,

Tem uma turma de médicos neurocientistas brasileiros empenhando um excepcional esforço para tornar esta nossa ciência cada vez mais online, com qualidade de conteúdo e apresentação, além de extremo profissionalismo. É o pessoal do Neurocurso (www.neurocurso.com.br), site que promove cursos online de neurociências e neurologia certificados pela UFMG. Eles agora criaram uma rede social para neurocientistas brasileiros.

Achei a idéia sensacional e estou aqui para dar uma ajuda. Abaixo, o banner da rede.



Na lateral do meu blog, fica o mini-logo linkado por um bom tempo.

Divirtam-se! Estudem!

Abraços!
Vinícius

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Homeopatia e outros produtos da pseudociência

Caros nautas,

Sou um crítico ferrenho da homeopatia pela razão maior de que se trata de um empreitada lucrativa encima de pseudociência.

Pseudociência, para quem não sabe, é o uso dos jargões de área, muitas vezes não correlacionados e quase sempre mal empregados, para descrever fenômenos e mecanismos naturais que nunca foram de fato testados ou deduzidos segundo o crivo cético da ciência sistmatizada. Ou seja, é uma elegante baboseira.

Olha só mais um fruto recente da pseudociência. E para os homeopatas que se sentirem ofendidos, eu os desafio a mostrar uma diferença real entre a pseudociência aqui exposta e a da homeopatia.

Extraído do website: http://www.nativis.us/tech-drug-signal-therapy.htm

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Nativis has developed and patented a breakthrough technology that captures the unique photon field (signal) of active pharmaceutical ingredients (API), or drugs. The signal can be replicated without the cost and environmental impacts of traditional pharmaceutical manufacturing processes and delivered to treat serious diseases safely and effectively. Nativis drug signal therapy promises to transform the practice of medicine by providing hope to millions of people suffering from diseases that cannot benefit from traditional therapies.


How it Works

Every drug molecule in a solution is surrounded by a photon field that contains information unique to the molecule. With Nativis’ technology, the photon field, or “drug signal” can be recorded and then replicated for medical treatment.

Nativis has proven in preliminary trials that the drug signal – or photonic signature – mimics the original chemical molecule and can unlock the same biological processes as the original to treat diseases, such as brain tumors. With the technology, the drug signal can be reproduced rapidly and flawlessly, each time containing all relevant biochemical information encoded into the new therapeutic signal to drive a biologic reaction. The drug signal can be delivered orally, intravenously, intraperitoneally and intrathecally. The new platform holds particular promise for treating diseases that traditional drug molecules have difficulty reaching, such as brain tumors, which are isolated behind the blood-brain barrier.

In order to capture the photons of the active pharmaceutical ingredients (API), Nativis developed a proprietary, state-of-the art platform for capturing the photon field using the latest advancement in superconducting quantum interference device (SQUID) technology, known as Molecular Interrogation and Data Systems™ (MIDS).

The process:

•MIDS captures the photon field surrounding the solvation shell of a molecule in solution.

•Captured photons are then imprinted into Coherence Domains in dipole (water-based) solution for delivery to patients; following administration, the photon payload chemically activates a non-water molecule for therapeutic effect.

•Nativis has proven in preclinical trials that the drug signal mimics the original chemical molecule and can unlock the same biological processes as the original to treat diseases.

•Drug signal therapy has proven successful in crossing the blood-brain and other barriers to deliver fast, safe results with no measurable adverse side effects.

•Nativis is in the early stages of exploring the application of its technology to other areas of need. Click here for further information on Digitax, RNAi technology and Future Discoveries.


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Muito cuidado com os gatunos de plantão. Eles estão aprimorando o jargão.

Abraços!
Vinícius

quarta-feira, 17 de março de 2010

Quadro do 'CQC' é proibido por juíza de ir ao ar e Marcelo Tas protesta contra censura prévia

RIO - O "CQC" iniciou sua terceira temporada na TV Bandeirantes já em meio a uma polêmica: o quadro "Proteste já" foi proibido de ir ao ar na segunda-feira por conta de uma liminar obtida pela prefeitura de Barueri, investigada pela reportagem de Danilo Gentili. A razão da ação judicial foi uma TV, doada pelo programa a uma escola do município paulista em 2009 com um aparelho de GPS instalado dentro dela. Rastreado o aparelho, a reportagem do "CQC" descobriu que o televisor havia ido parar na residência da diretora da escola. Com 25 minutos de duração, a reportagem de Gentili estava pronta para ser veiculada, quando a juíza Nilza Bueno da Silva concedeu a liminar proibindo sua exibição. "O CQC está sob censura prévia", disse o apresentador Marcelo Tas, durante o programa que foi ao ar na noite de segunda-feira.

Na tarde desta terça-feira, a assessoria de imprensa da TV Bandeirantes informou que irá recorrer para derrubar o veto ao quadro. Ao acolher a ação da prefeitura, a juíza alegou que o programa não lhe concedeu direito de resposta. Durante o programa, Marcelo Tas só pôde informar que se tratava de uma denúncia de mau uso de recursos na secretaria de educação. "O direito de resposta foi assegurado e está na matéria", garantiu ele. Tas lembrou o significado da sigla "CQC" para mandar um recado à prefeitura de Barueri: "Nós vamos mostrar essa matéria aqui 'custe o que custar'", disse.

A censura prévia despertou reações indignadas na internet, com mensagens de apoio dos internautas ao programa. Até mesmo Boninho, diretor do "BBB 10", da concorrente Rede Globo, solidarizou-se. "Vergonha Dra. Nilza Bueno que impediu a exibição do quadro no CQC, censura não, isso já passou! @marcelotas quero ver essa matéria no ar", escreveu em seu Twitter.

FONTE: Revista da TV, o Globo, Site do G1 - todos os direitos reservados aos autores

domingo, 1 de novembro de 2009

Neuroscience 2009 e Chicago - 16 a 21 de Outubro de 2009

Caros nautas,

Segue abaixo o slide show do congresso em Chicago e o pouco de turismo que conseguimos fazer nas horas vagas do congresso.



Abraços!
Vinícius

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Camiseta para gêmeos

O Rafinha Bastos twitou essa imagem, eu fiz um re-twit, mas tive que colocar aqui no meu blog porque ela é, na minha opinião, a melhor do ano.

Camiseta para gêmeos:



Abraços!
Vica

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Obama e o Nobel da Paz

Salve nautas,

Não pretendo me aventurar aqui a discorrer acerca do mérito do presidente dos E.U.A. para receber o prêmio. Meu post é bem menos pretensioso. Só quero reproduzir a visão de Pat Oliphant quanto ao fato em seu cartoon editorial do dia 13/10/09

A legenda:
No rodapé, à esquerda:
- Na premiação do Nobel...
Membro do comitê do Nobel:
- Parabéns persidente Obama. Você pode se endireitar agora.
Obama:
- Meu mais sincero obrigado! Você não teria algo que pese um pouquinho menos?



Abraços náuticos!
Cota

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Confesso a emoção: viva Rio 2016!

Caros Nautas,

Tenho que confessar que me emocionei hoje ao ver o Rio de Janeiro ganhar o direito de sediar os Jogos Olímpicos de 2016. Mais ainda, vendo na TV o Lula, logo após a notícia oficial, responder às perguntas dos repórteres, embolando as palavras, sem concordância e nem regência, mas altamente emocionado, tenho que dizer que a garganta deu aquela travada.

Nesse momento não quero nem saber se as Olímpiadas são ou não são boas econômica e/ou socialmente para o Brasil. Não quero discutir se o Cômite Olímpico Brasileiro, os representantes públicos e o setor privado nacional estão ou não capacitados a realizar o evento com o mesmo altíssimo nível de qualidade realizado pelas outras cidades sede do passado. Não me interessa agora divagar acerca de como provavelmente se beneficiarão criminosamente nossos deputados e empresários corruptos, ou se a lei e a ética prevalecerão.

Agora não é hora disso. É hora de me emocionar deixar um forte abraço ao Rio, aos cariocas, ao Brasil e aos brasileiros... viva Rio 2016!

Abraços olímpicos

P.S.: o Banner acima é de autoria de Caio Costa Ribeiro

domingo, 27 de setembro de 2009

Prólogo ateísta

Caros Nautas, permitam-me vos chamar de Tubers.

Enfim, após muito trabalho, coloco no ar o meu primeiro vídeo de fato, lá no meu canal do Youtube. Trata-se basicamente de um prólogo, onde exponho as razões pelas quais pretendo montar uma série de vídeos falando de ciência e razão, ceticismo e ateísmo, bem como humanismo.

Basicamente vou tentar detectar o interesse geral do público brasileiro por esse tipo de material, de maneira a justificar, ou não, o desenvolvimento dos outros vídeos. Vou fazer assim, porque é simplesmente trabalho demais. Não sei se sou inexperiente demais nessa empreitada de cineasta do Youtube, mas montar vídeos como este abaixo, é muito trabalhoso.

Enfim, espero que vocês gostem!



Abraço!
Vinícius

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Carta aberta dos ateus ao presidente Lula

Caro presidente

o senhor chegou ao poder carregado pela bandeira de uma sociedade mais justa e mais inclusiva. O uso da palavra "excluídos" no vocabulário das políticas públicas tem o mérito de nos lembrar que as conquistas de nossa sociedade devem ser estendidas a todos, sem exceção. Sim, devemos incluir os negros, incluir as mulheres, incluir os miseráveis, incluir os homossexuais. Mas, presidente, também é preciso incluir ateus e agnósticos, e todos os demais indivíduos que não têm religião.

Infelizmente, diversas declarações pessoais suas, assim como políticas do seu governo, têm deposto em contrário. Ontem mesmo o senhor afirmou que há "muitos" ateus que falam sobre a divindade da mitologia cristã quando estão em perigo. Ora, quando alguém diz "viche", é difícil imaginar que esteja pensando em uma mulher palestina que se alega ter concebido há mais de dois mil anos sem pai biológico. Com o tempo, algumas expressões se cristalizam na língua e perdem toda a referência ao seu significado estrito. Esse é o caso das interjeições que são religiosas em sua raiz, mas há muito estão secularizadas. Se valesse apenas a etimologia, não poderíamos nem falar "caramba" sem tirar as crianças da sala.

Sua afirmação é a de quem vê “muitos” ateus como hipócritas ou autocontraditórios, pessoas sem força de convicção que no íntimo não são descrentes. Nós, membros da Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos, não temos conhecimento desses ateus, e consideramos que essa referência a tantos de nós é ofensiva e preconceituosa. Todos os credos e convicções têm sua generosa parcela de canalhas e incoerentes; utilizar os ateus como exemplo particular dessas características negativas, como se fôssemos mais canalhas e mais incoerentes, é uma acusação grave que afronta a nossa dignidade. E os ateus, presidente, também têm dignidade.

Duas semanas atrás, o senhor afirmou que a religião pode manter os jovens longe da violência e delinqüência e que “com mais religião, o mundo seria menos violento e com muito mais paz”. Mas dizer que as pessoas religiosas são menos violentas e conduzem mais à paz é exatamente o mesmo que dizer que as pessoas menos religiosas são mais violentas e conduzem mais à guerra. Então, presidente, segundo o senhor, além de incoerentes e hipócritas, os ateus são criminosos e violentos? Não lhe parece estranho que tantos países tão violentos estejam tão cheios de religião, e tantos países com frações tão altas de ateus tenham baixíssimos índices de criminalidade? Não é curioso que as cadeias brasileiras estejam repletas de cristãos, assim como as páginas dos escândalos políticos? Algumas das pessoas com convicções religiosas mais fortes de que se tem notícia morreram ao lançar aviões contra arranha-céus e se comprazeram ao negar o direito mais básico do divórcio a centenas de milhões de pessoas. Durante séculos.

O mundo realmente tinha mais paz e menos violência quando havia mais religião? O despotismo dos soberanos católicos na Europa medieval e a crueldade dos feitores e senhores de escravos no Brasil-colônia vieram de pessoas religiosas em um mundo amplamente religioso que violentava povos e mentes em nome da religião. O mundo não tinha mais paz nem menos violência naquela época, como o sabem muito bem os negros e índios.

Não eram católicos os generais da ditadura contra a qual o senhor lutou, e o seu exército de torturadores? Não haveria um crucifixo nas paredes do DOPS onde o senhor foi preso? A base dos direitos individuais invioláveis pela qual o senhor tanto lutou são as democracias modernas, seculares e laicas, e não os regimes religiosos. Tanto a geografia como a história dão exemplos claros de que mais religião não traz mais paz nem menos violência.

A prática de diminuir, ofender, desumanizar, descaracterizar e humilhar grupos sociais é antiga e foi utilizada desde sempre para justificar guerras, perseguição e, em uma palavra, exclusão. Presidente, por que é que o senhor exclui a nós, ateus, do rol de indivíduos com moralidade, integridade e valores democráticos?

No Brasil, os ateus não têm sequer o direito de saberem quantos são. O Estado do qual eles são cidadãos plenos designa recenseadores para ir até suas casas e lhes perguntar qual é sua religião. Mas se dizem que são ateus ou agnósticos, seus números específicos lhes são negados. Presidente, através de pesquisas particulares sabemos que há milhões de ateus no país, mas o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, que publica os números de grupos religiosos que têm apenas algumas dezenas de membros, não nos concede essa mesma deferência. Onde está a inclusão se nos é negado até o direito de auto-conhecimento? Esse profundo desrespeito é um fruto evidente da noção, que o senhor vem pormenorizando com todas as letras, de que os ateus não merecem ser cidadãos plenos.

Presidente, queremos aqui dizer para todos: somos cidadãos, e temos direitos. Incluindo o de não sermos vilipendiados em praça pública pelo chefe do nosso Estado, eleito com o voto, também, de muitos ateus, que agora se sentem traídos.

Presidente, não podemos deixar de apontar que somente um estado verdadeiramente laico pode trazer liberdade religiosa verdadeira, através da igualdade plena entre religiosos de todos os matizes, assim como entre religiosos e não-religiosos de todos os tipos, incluindo ateus e agnósticos. Infelizmente, seu governo não apenas tem sido leniente com violações históricas da laicidade do Estado brasileiro, como agora espontaneamente introduziu o maior retrocesso imaginável nessa área que foi a assinatura do acordo com a Sé de Roma, escorado na chamada lei geral das religiões.

Ambos os documentos constituem atentado flagrante ao art. 19 da Constituição Federal, que veda “relações de dependência ou aliança com cultos religiosos ou igrejas”. E acordos, tanto na linguagem comum como no jargão jurídico, são precisamente isso: relações de aliança. Laicidade, senhor presidente, não é ecumenismo. O acordo com Roma já era grave; estender suas benesses indevidas a outros grupos não diminui a desigualdade, apenas a aumenta. Nós não queremos privilégios: queremos igualdade e o cumprimento estrito da lei, e muitos setores da sociedade, religiosos e laicos, têm exatamente esse mesmo entendimento.

Além de violar nossa lei maior, a própria idéia da lei geral das religiões reforça a política estatal de preterir os ateus sempre e em tudo que lhes diz respeito como ateus. Com que direito o Estado que também é nosso pode ser seqüestrado para promover qualquer religião em particular, ou mesmo as religiões em geral? Com que direito os religiosos se apossam do dinheiro dos nossos impostos e do Estado que também é nosso para promover suas crenças particulares? Religião não é, e não pode jamais ser política pública: é opção privada.

O Estado pertence a todos os cidadãos, sem distinção de raça, cor, idade, sexo, ideologia ou credo. Nenhum grupo social pode ser discriminado ou privilegiado. Esse é um princípio fundamental da democracia. Isso é um reflexo das leis mais elementares de administração pública, como o princípio da impessoalidade. Caso aquelas leis venham de fato integrar-se ao nosso ordenamento jurídico, os ateus se juntarão a tantos outros grupos que irão ao judiciário para que nossa realidade não volte ao que era antes do século retrasado.

Presidente, por tudo isso será que os ateus não merecem inclusão sequer em um pedido de desculpas?

Carta extraída do blog de John Araújo, http://johnaraujo.blog.uol.com.br/, 09/09/2009

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Globo x Record

Caros amigos, salve!

Mesmo estando atolado em serviço na universidade, não consigo deixar de me expressar a respeito dessa recente briga entre a Globo e a Record.

Em linhas muito gerais, a Globo vem trazendo, há mais de uma semana, reportagens diárias a respeito da investigação realizada por promotores da justiça do estado de São Paulo a respeito das atividades fraudulentas da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), da Rede Record e de dezenas de outras empresas coligadas, num esquema de desvio de dízimos dos fiéis para enriquecimento ilícito da cúpula da igreja.

A Record rebate, também diariamente, dizendo em linhas gerais que a Globo tem noticiado isso para tentar freiar a crescente participação da Record na audiência do povo brasileiro.

Nessa querela, o desinformado fica na dúvida: quem é o vilão e quem é o mocinho aqui? Olha, não quero dar uma de sabichão, mas essa pergunta é muito fácil de responder e a resposta está ao alcance de qualquer um, do mais culto ao mais analfabeto.

Ambos são vilões!!! E ambos se travestem de cordeiros. Trata-se de um filme de terror. E isso meus caros, é muito evidente. É patente. Está escancarado na frente de todo mundo!

A Globo historicamente (e até hoje) é ferramenta de execução do poder de uma determinada classe de políticos. Apoiou a ditadura porque se beneficiava disso. Veiculou e continua veiculando reportagens enviesadas sim para fazer emergir ou submergir essa ou aquela figura dos cenários político, industrial e mesmo artístico conforme manda o seu próprio interesse. Um excepcional documentário a esse respeito se intitula "Muito Além do Cidadão Kane" e pode ser visto abaixo:


Por fim, pela história da emissora dos Marinho, sou levado a crer que a enorme atenção que a Globo tem dado a essa investigação se justifica, em grande parte, de fato, no ameaçador crescimento da Record na concorrência das redes de televisão.

Por outro lado, é acintosamente óbvio que a IURD é uma empresa que lucra em cima do dízimo não taxado dos fiéis. Ela está ali é para fazer dinheiro para o Edir e sua curriola. Mais ainda, para ampliar as margens desse lucro fácil, baseados na ignorância (no sentido de desconhecimento) do povo médio brasileiro, os mentores da IURD lançaram tentáculos criminosos na televisão aberta brasileira, na nossa intricada, muitas vezes ineficaz, legislação comercial e também no planalto brasileiro. E eles têm tido grande sucesso nessa empreitada, o que é extremamente preocupante. É, na sua imensa maioria, uma turma de empreendedores da picaretagem criminosa, pois agem em aspecto de altíssima susceptibilidade do povo brasileiro: a sua religiosidade.

Agora, nessa briga em particular, a vantagem da credibilidade tem que ser dada à Globo, por mais que seus interesses sejam mais mercadológicos do que o de fazer justiça. Afinal de contas, trata-se da divulgação de investigação ilibada da justiça de São Paulo. Não é investigação da Globo. Não é denuncismo ou desfile de alegações infundadas. É reportagem sobre o trabalho dos promotores paulistas.

Portanto, separemos os fatos das opiniões: há uma investigação, absolutamente desligada dos interesses da Globo, das atividades da IURD e da Record. E essa investigação tem encontrado indícios fortíssimos de atividade criminosa.

E hajamos de convir: o Brasil vai estar bem melhor quando essa figura detestável do bispo macedo tiver sido erradicada desse planeta.

Abraços!

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Enriquecimento ilícito do bispo Edir Macedo

Deu na Globo:

Edir Macedo desviava o dízimo para enriquecimento próprio!
Ah que novidade...
Edir Macedo sonegava impostos!
Oh que supresa...
A IURD tem tentáculos na política brasileira!
Estou estupefato...
Edir Macedo ensinava os pastores a arrancar dinheiro dos fiés!
Que absurdo! Increditável...

Seria cômico se não fosse trágico.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

De pedal nas estradas

Salve turma web!

Estou de volta na estrada em cima do pedal. Dessa vez resolvi dar um rolé na bike pelo lado norte da cidade de São João Del-Rei, nas estradas e trilhas no entorno da BR-494, saída para Ritápolis. Planejei tudo pela visualização de satélite do Google Maps e funcionou muito bem. Foram quase 40 km de estradas de terra, trilhas e um tanto bom de BR. Ao final de três horas direto pedalando, fiquei um verdadeiro traste de cansado. Mas foi sensacional!

Bom, a outra novidade é que eu resolvi fazer o meu relato todo online, usando recursos da rede Google. Então eu montei uma mapa pessoal no Google Maps e um álbum de fotografias do Picasa. Vamos ver se funciona (vocês me falam).

Eis o mapa do trajeto realizado:


Visualizar Rolé de Bike no dia 16/05 em um mapa maior

Abaixo vão as fotos no estilo apresentação de slides:

E por fim, o link para o álbum (onde dá pra visualizar o local das fotos):

Rolé de Bike São João / Ritápolis

Forte abraço a todos!

domingo, 10 de maio de 2009

360 graus na vida e no pedal

Salve nautas, sobretudo a turma do pedal!
Fernão de Magalhães, o grande navegador português, dizia que o final de toda jornada é o local de onde partimos mas, diferentemente do começo, pela primeira vez conhecemos a nós mesmos. Custo crer que me encontro em posição tão elevada de auto-conhecimento mas, verdade seja dita, o retorno à Minas Gerais, na cidade de São João Del-Rei, tem me permitido alguns emocionantes redescobrimentos de mim mesmo.
O maior deles até então foi o de uma antiga paixão minha: andar de bicicleta, mountain bike. Essa é uma história que me remete lá para o ano de 1992, quando a minha família voltou de Curitiba para BH. A febre de Mountain Bike já havia conquistado a cidade e eu, que sempre adorei bici-cross, percebi que tinha que aderir à onda. Comprei uma Giant usada, antiga, mas com já com câmbio Shimano. Era uma bike boa, apesar de pesadona e eu subia até o limite de BH - Nova Lima com ela para rodar nas trilhas ali das redondezas. Em 94 fui com a minha família para uma viagem à Califórnia, E.U.A., onde o meu irmão estava finalizando o seu período de intercâmbio. Meu pai permitiu que fizéssemos uma compra de apenas 1 item de maior valor (em torno de U$ 500,00) para levar para o Brasil. Enquanto o meu irmão levava guitarra e pedaleira, eu comprei uma Specialized Hard Rock zerada, amortecedor dianteiro, cateye, pochete de quadro, além de capacete e outros acessórios. Aí foi pura alegria. Foram as melhores trilhas da minha vida.
Depois de alguns anos, o assalto de bikes em BH e, sobretudo nas trilhas da periferia, começou a aumentar demais e eu dei uma encostada na magrela, ainda que com muita dó. Mais ainda, eu já havia começado a universidade e me sobreva pouco tempo para o hobby. Em 2001 pintou a chance de eu ir para Europa mas, sem poder contar com um pai-trocínio para a aventura, tive que me virar para arrumar grana pra passagem, seguros, taxas e moradia no primeiro mês. Uma tia me arranjou uma parte, a bolsa de IC na UFMG contribui mais um tanto e a maior bolada veio de uns cursos de AutoCAD que eu lecionei em empresas. Entretanto, ainda faltava uma parte: tive que passar a bike nos cobres. Mas valeu a pena, a temporada em Viena, Áustria foi absolutamente inesquecível - mas essa é uma conversa para outra hora.
De lá pra cá eu me esqueci desse hobby. Na verdade, por mais que eu tivesse vontade de comprar outra magrela, passei um aperto financeiro atrás do outro. Chegando da Europa, fui dar jeito de terminar a graduação e, passei todo o tempo duro. Pouco depois que me formei, entrei para o doutorado, ganhando uma bolsa bem razoável para quem vive na casa dos pais. Entretanto, namorava uma garota e tínhamos planos para nos casar, por isso resolvi juntar a maior parte do recurso que recebia. Ao final de um pouco mais de uma ano de doutorado, rompi com a moça. O dinheiro que havia juntado era bem razoável e dava para comprar uma belíssima mountain bike e ainda sobrar bastante. Ao invés de fazer isso, resolvi escutar o meu irmão e dei entrada no meu primeiro carango: um Corsa 95/96 GL 1.4 Azul Vandyke. Para sempre lembrarei desse carango que tão bem me serviu. Logo depois, comecei a namorar minha atual esposa e 4 meses depois ela estava grávida (essa é outra história que vai ter que ficar para depois). Apesar de pura alegria, foi um aperto atrás do outro, agora para pagar contas, arrumar casa para morar e cuidar de criança. O sonho de uma nova bike foi completamente esquecido.
A temporada em Natal para o pós-doc, apesar de ter sido uma aventura sensacional, foi ainda pior em termos financeiros e acabei me endividando pesadamente. Tanto que ao vir para São João Del-Rei, tive que vender meu segundo carro (um Celta 1.0 2004 vermelho - apenas satisfatório) e ficar a pé.
Apesar de estar em uma condição bem mais estável com uma remuneração bem melhor do que no pós-doc, resolvemos, eu e a Mayra, ficar sem carro até termos dinheiro suficiente para comprar um à vista e, assim, tirar banco e a financeira da nossa folha de pagamento. O esquema funcionou muito bem, mas o meu deslocamento para a UFSJ era bastante complicado, pois que não há linhas de ônibus que me serviriam.
Foi quando eu reparei que todo mundo na cidade rodava de bicicleta. Falei: esse vai se tornar o meu meio de tranporte aqui em São João! Comprei então uma Sundow Bacini 18 marchas, uma bike muito simples, mas bastante satisfatória para quem quer só se deslocar na cidade para ir trabalhar e resolver coisas na cidade.
Amigos, que fantástica redescoberta! Voltei à minha adolescência e descobri que sou um verdadeiro apaixonado por andar de bicicleta. Hoje, faço tudo em cima dela. Vou e volto do trabalho pedalando numa boa. Padaria, farmácia e tudo mais é encima da bike. Meu condicionamento físico melhorou muito e já perdi cerca de 4 quilos. Mais ainda, dou um exemplo de atitude verde que tenho pregado aos meus alunos da Bioengenharia. Por fim, raramente sinto falta de carro aqui em São João. A gente consegue que basicamente tudo que a gente precisa seja entregue em casa de graça, ou a custo de no máximo três reais, variando da compra de supermercado do mês, a sanduíches, pizza, cerveja e filmes da locadora de vídeo. Tudo na mão. Quando a gente precisa mesmo de um carro, para ir a uma festa ou ao cinema por exemplo, o Sérgio taxista está a apenas uma ligação e a conta do táxi raramente passa dos dez reais aqui. Ou seja, carro em São João é quase totalmente supérfluo e a bike me beneficia diretamente em três aspectos: condicionamento físico de graça, economia pois me desloco de graça e não tenho que arcar com o carro (alguém já se deu conta o ralo de dinheiro que é o automóvel da família?) e atitude verde. Isso sem contar com a diversão.
Na verdade, São João é uma cidade de ciclistas: são mais de 30 mil magrelas para apenas 80 mil habitantes. A região está apinhada de mountain bikers locais e de fora que vêm aqui curtir trilhas de todos os níveis de dificuldade aliadas a belíssimas paisagens. Há trilhas que começam a 500 metros de onde eu moro. Tiradente está a 7 quilômetros da minha casa passando pela estrada real. Ou seja, estou com a faca e o queijo na mão.
Para vocês terem uma idéia, hoje, sábado dia 09, saí na bike para comprar umas coisas pra casa e, de bobeira, resolvi pedalar até o município de Tiradentes. Assim, do nada, só para abrir o apetite... E foi sensacional. Tirei algumas fotos para compartilhar com vocês. Elas estão aí embaixo.
Enfim, o projeto agora é: primeiro me recuperar financeiramente por completo, quitando meu apartamento. O segundo passo é, quando chegar o décimo-terceiro: comprar uma mountain bike de verdade e cair na trilha, retornando para uma paixão que vem comigo desde a infância.






Abração!

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Aquisições

Salve nautas!

Tem mais livro na coleção! Tem mais sinapse boa na massa cinzenta! É isso aí, continuo na boa leitura, ficando cada vez mais "cabeçudo", hehe...

Passei outro dia na Leitura Megastore do BH shopping e adquiri quatro livros. Foi um político de presente para mimha mãe, chamado "Não Somos Racistas" do Ali Kamel, criticando as cotas universitárias; um romance para a patroa "Anjos e Demônio" do Dan Brown (mesmo autor do Código Da Vinci); e dois para mim, seguindo a linha de textos sobre religião.

O primeiro é o best seller do Sam Harris, "Carta uma Nação Cristã". Já o li e já me extasiei... e me horrorizei. O Dawkins foi cirúrgico no prefácio: "Um pequeno livrinho de imenso poder". São menos de 100 páginas de um texto em forma de carta dirigido ao cristão médio norte-americano, mas que serve muito bem ao cristão brasileiro também, sobretudo o vulgar "católico não-praticante". Com uma argumentação afiada e inteligente, Sam Harris mostra de maneira contundente como é infantil a crença em Deus e, sobretudo na instituição religiosa e seus artefatos sagrados como a Bíblia, provando o risco (assustadoramente real) que a religião organizada representa à humanidade. Os moderados podem achar que estou exagerando. Quisera eu... há violentas pressões em solo Yankee para transformar a maior super-potência do planeta, aquela mesma que controla o maior arsenal nuclear do globo, em uma teocracia. A visão de um sujeito que acredita que a Terra foi criada depois da domesticação do cachorro segurando a chave do "botão vermelho do fim do mundo" é ou não é apovarante?

Recomendo a todos esse livrinho, sobretudo - naturalmente - aos cristão de toda a sorte, católicos, protestantes, evangélicos, espíritas e etc. Na pior das hipóteses, é um belo teste para a fé. Na melhor, vai arrancar consciências do grilhão mental da religião de uma vez por todas e delas, contituir indivíduos livres e plenos, habitante melhores e mais conscientes deste planeta.

O outro livro já é um pouco mais difícil de se ler. É um texto mais denso e mais profundo, mas não menos brilhante e impactante. Trata-se do livro "deus não é Grande - como a religião envenena tudo" do jornalista Christopher Hitchens. Esse eu apenas comecei a ler, mas já me parece muito bom, pois mostra claramente, baseado na história sobretudo recente, como a religião organizada, da mais radical à mais moderada, vicia e corrompe os mais nobres valores e instituições humanos. Permitam-me reproduzir um pequeno trecho para vocês perceberem a contudência do seu autor:

"Ele [Dannis Prager] me desafiou publicamente a responder o que classificou de uma "simples pergunta sim ou não", e eu concordei alegremente. Muito bem, disse ele. Eu deveria me imaginar em uma cidade estranha ao anoitecer. Eu deveria imaginar que um grande grupo de homens vinha em minha direção. Então: eu me sentiria mais seguro ou menos seguro sabendo que eles estavam apenas vindo de uma cerimônia religiosa? Como o leitor verá, essa não é uma pergunta que permita uma resposta sim ou não. Mas eu era capaz de responder a ela como se não fosse hipotética. Apenas para ficar na letra 'B', eu de fato já passei por essa experiência em Belfast, Beirute, Bombaim, Belgrado, Belém e Bagdá. Em todos os casos eu posso dizer não, com convicção, e posso apresentar os motivos pelos quais me sentiria imediatamente ameaçado se pensasse que o grupo que se aproxima de mim no escuro estava vindo de um encontro religioso."

Um mínimo de conhecimento histórico e a gente imagina as razões. Enfim, estou ansioso para ler os capítulos: "Revelação: o pesadelo do "Velho" Testamento", "O "Novo" Testamento supera a maldade do "Velho"" e o "O Corão faz parte dos mitos judaicos e cristãos".

Por todas essas qualidades, ambos os livros entram para a minha listinha de prediletos.

Boa leitura e um abraço!
Vinícius

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Super máquina está de volta

Esses cara da Warner são uns $%#$@%!

É sério, os caras sabem fazer dinheiro na TV! Nada como uma boa remaquiagem de um seriado de alto sucesso dos anos 80 para ganhas uns trintões como eu. Estão relançando o famoso seriado da super máquina. Temos que tirar o chapéu para os caras!!! Eles sabem dobrar uns corações duros!

Super máquina é um seriado que rolou no início dos anos 80 (http://pt.wikipedia.org/wiki/Knight_Rider), estrelado por ninguém menos que David Hasselhoff (http://en.wikipedia.org/wiki/David_Hasselhoff), que também fez SOS Malibu e hoje é um jurado no programa America's got talent (http://en.wikipedia.org/wiki/America%27s_Got_Talent).

Fez muito sucesso no Brasil http://www.arcadovelho.com.br/Seriados/Super/Super.htm, ganhando uma enorme legião de fãs com o maravilhoso Pontiac Firebird.


Não me lembro dos detalhes, mas só sei que adorava os episódio sobre um super carro, com alta inteligência computacional (K.I.T.T.), que auxiliava o veterano da guerra do Vietnã Michael Knight, dado como morto e salvo pela fundação Knight, a combater o crime. O carro era f$#@! Além de brilhante, fazia curvas virtuosas em velocidade espetaculares e era simplesmente indestrutível, devido a sua "liga molecular" que o revistia. Bons e inocentes tempos aqueles!!!

...Lembro-me de possuir um carrinho daqueles, para brincar de super máquina...

Hoje, o seriado vem com alto glamour, muito mais sofisticado e na pela de um Ford Mustang sensacional. Acho que vou ter que conferir (http://en.wikipedia.org/wiki/Knight_Rider_(2008_TV_series).



Para a gereção mais nova, recomendo! Para a mais velha, viva o saudosismo!!!

Abração!

VRC