Ciro Gomes 2018

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Ciro Gomes 2018 - Todos com Ciro

domingo, 8 de janeiro de 2012

Dinheiro, riqueza, miséria, mérito e mediocridade.

Hoje vi um vídeo no facebook que me deixou indignado, mas na medida certa, sem apelos sentimentalóides, pois hoje estou mais calejado com esse tipo de coisa. Quando escrevi meu comentário, ele acabou ficando grande demais para o formato da rede social, aí resolvi transferir tudo para cá, para o meu blog.


O vídeo é esse:




E o comentário é o que segue abaixo.

Quem trabalha muito, tem inteligência e se esforça para ganhar o seu dinheiro na base do mérito, seja muito ou seja pouco, tem todo o direito de gastar como quiser. Mas não tem direito de rasgar, porque isso é crime (artigo 163, Parágrafo Único, inciso III, do Código Penal Brasileiro.). Ademais, quem age igual o camarada do vídeo, certamente não teve nem a inteligência e nem o mérito para ganhar o dinheiro que rasga. Se tivesse, não o rasgaria, por mais que ele sobrasse. Portanto, o vídeo me revolta sim, porque vejo pessoas tão medíocres vivendo com tanta abundância, enquanto tantos trabalhadores de verdade são tão miseráveis. Quanto ao flagelo humano mostrado no vídeo, fico muito triste em lembrar que ainda existe tanta pobreza numa das maiores economias do planeta. Não só pela miséria em si, mas por constatar que a sexta posição no ranking não passa de uma falácia de marketing: temos muito dinheiro e continuamos miseráveis. Mas eu não saio vendendo tudo que tenho para doar a esses miseráveis. Sabe por que? Porque simplesmente não funciona. Eu faço a minha parte para reverter o absurdo no nosso país de outra maneira: estudo, trabalho, dedico-me, respeito as leis, voto bem (o melhor que posso), protesto, denuncio e, por fim, pago os impostos, mas me revolto muito contra a bandalheira que existe nesse país. Pois a bandalheira não é só dos governantes que não repassam adequadamente o dinheiro dos impostos para salvar a vida desses (e de outros) mortos de fome. É também da mídia sensacionalista e cúmplice que monta vídeos para tentar transferir a resposabilidade da catástrofe humana para pessoas como eu e você que vemos o vídeo e nos sensibilizamos e nos perguntamos se estamos fazendo o suficiente, se a caixa de cerveja do reveillon não foi um excesso cujo valor não poderia ser doado em favor do próximo. A bandalheira é das religiões-empresas que exploram esse nobre sentimento ao máximo para depenar ainda mais o muito pobre e enriquecer ainda mais o muito rico, como têm feito há milênios. E por fim, é do acomodado que simplesmente é levado pela maré e se recusa a entender esse tipo de coisa. Que todos tenhamos um 2012 mais atento e inteligente. E digo mais uma vez: está chegando a hora de começar a meter o pé em algumas portas por aí.

Abraços!

Um comentário:

Nich disse...

É isso aí Vica. Tem gente que diz que o fato de eu ter abandonado o barco enquanto ele afunda me tira o direito de reclamar abertamente. Bom é que para chorar não preciso de permicoes.